Não sou pra todos.
Gosto muito do meu mundinho, e ele é cheio de surpresas, palavras soltas e cores misturadas.
Às vezes, tem um céu azul, outras vezes tem tempestade.
Lá dentro cabem sonhos de todos os tamanhos.
Mas não cabe muita gente.
Todas as pessoas que estão dentro dele não estão por acaso. São pra mim necessárias!

domingo, 28 de setembro de 2008

"Eles dizem haver inventado a felicidade.

Pensam que felicidade é ficar assentados num charco, onde os naufrágios são impossíveis. Pensam que felicidade é conforto.

Sonham com a -terra da Cocanha- , a terra onde o vinho corre no leito dos rios, as paredes das casas são feitas de bolo, e os leitões e aves assados correm para a boca dos preguiçosos. Engordam, indolentes e estéreis, sob a sombra das árvores, incapazes de ficar grávidos e dar à luz. Jamais sobem as montanhas; jamais se arriscam pelos desertos; jamais navegam por mares desconhecidos.
Minha felicidade é outra.

Você nunca viu a vela que entra no mar, redonda, tensa e trêmula com a violência do vento? Como aquela vela, tremendo com a violência do espírito, a minha sabedoria entra no mar - minha sabedoria selvagem.

Há uma felicidade que só se experimenta quando se vive como os ventos fortes, vizinhos das águias, vizinhos da neve, vizinhos do sol: assim vivem os ventos fortes.

E como um vento forte eu desejo soprar...

O segredo da maior fertilidade e do maior gozo da existência é: VIVAM PERIGOSAMENTE! Construam as suas cidades debaixo do Vesúvio!

Enviem os seus navios aos mares desconhecidos!
Vivam em guerra com seus iguais e com vocês mesmos!
Sejam ladrões e conquistadores...!
Ensinar a alegria: é isso que eu desejo"

Friedrich Nietzsche

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