"Eles dizem haver inventado a felicidade.
Pensam que felicidade é ficar assentados num charco, onde os naufrágios são impossíveis. Pensam que felicidade é conforto.
Sonham com a -terra da Cocanha- , a terra onde o vinho corre no leito dos rios, as paredes das casas são feitas de bolo, e os leitões e aves assados correm para a boca dos preguiçosos. Engordam, indolentes e estéreis, sob a sombra das árvores, incapazes de ficar grávidos e dar à luz. Jamais sobem as montanhas; jamais se arriscam pelos desertos; jamais navegam por mares desconhecidos.
Minha felicidade é outra.
Você nunca viu a vela que entra no mar, redonda, tensa e trêmula com a violência do vento? Como aquela vela, tremendo com a violência do espírito, a minha sabedoria entra no mar - minha sabedoria selvagem.
Há uma felicidade que só se experimenta quando se vive como os ventos fortes, vizinhos das águias, vizinhos da neve, vizinhos do sol: assim vivem os ventos fortes.
E como um vento forte eu desejo soprar...
O segredo da maior fertilidade e do maior gozo da existência é: VIVAM PERIGOSAMENTE! Construam as suas cidades debaixo do Vesúvio!
Enviem os seus navios aos mares desconhecidos!
Vivam em guerra com seus iguais e com vocês mesmos!
Sejam ladrões e conquistadores...!
Ensinar a alegria: é isso que eu desejo"
Friedrich Nietzsche
domingo, 28 de setembro de 2008
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