Não sou pra todos.
Gosto muito do meu mundinho, e ele é cheio de surpresas, palavras soltas e cores misturadas.
Às vezes, tem um céu azul, outras vezes tem tempestade.
Lá dentro cabem sonhos de todos os tamanhos.
Mas não cabe muita gente.
Todas as pessoas que estão dentro dele não estão por acaso. São pra mim necessárias!

sábado, 20 de dezembro de 2008

"Tomorrow, inshallah" ou "Amanhã, se Alá quiser"

Não é a primeira vez que a falo aqui como a realidade esquecida da África me atordoa.
Um atordoamento que me deixa sem dormir alguns dias e que me choca cada vez que leio ou assisto a algum documentário.
Ao pensar sobre a situação de abandonado da África; chorar e não acreditar na humanidade se torna óbvio.
A matéria de capa da revista VEJA (edição 2092) escrita brilhantemente por Diego Schelp mais uma vez me levou às lágrimas.

Recomendo que todos leiam.
Parem, e pensem! A África me mostra como somos frios, simplistas e egoístas. O mundo inteiro faz de conta que aqueles horrores não acontecem, ignora, faz ser invisível uma guerra desumana e ao calarmos somos igualmente monstruosos!
Eu vou colar alguns trechos que me atordoaram, não necessitam ser comentados:


DARFUR À ESPERA DE UM SALVADOR
"Darfur, no Sudão, cenário de um genocídio silencioso, é um lugar sem lei e sem espaço para a misericórdia divina. Seria também um lugar sem nenhuma esperança, não fosse o trabalho humanitário de um batalhão de abnegados."

"O mundo que está prestes a comemorar o Natal, festa que ultrapassou os limites do cristianismo para congraçar homens e mulheres de diferentes credos, esquece que em Darfur a noite de 24 de dezembro será apenas véspera de mais um dia em que crianças morrerão, homens serão executados e mulheres, estupradas."

"O que se tem ali é uma matança selvagem, seja por meio de fuzilamentos sumários, seja por meio da fome imposta pelo isolamento. Paz, em Darfur, é um conceito demasiado abstrato, inalcançável até mesmo como metáfora para as crianças que crescem em campos fétidos e violentos. A única luz nesse mundo escurecido pela ausência da razão é proporcionada pelo trabalho das organizações humanitárias."

"A exigência da permissão a estrangeiros para viajar à zona de conflito é uma tentativa do governo de sonegar ao resto do mundo dados e imagens dos horrores cometidos em Darfur. "

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